Discussões “Royaltianas”

Em todo lugar que eu passo nos últimos dias alguém puxa o assunto dos Royalties. Todo mundo querendo saber se o presidente vai ou não aprovar a lei que divide a grana do petróleo com o país inteiro ao invés de ficar só entre os estados produtores.

Tá certo que Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo precisam e tem direito, até por causa do impacto ambiental.

Tudo bem que, aparentemente, o resto do país não tem nada que receber um benefício que não faz parte de sua produção.

Parece que todo mundo tem uma “opinião formada” a respeito desse assunto e alguns entrarão em manifestações contra a tal lei.

A parte que ME afeta é a seguinte:
A UFF tem convênio com a prefeitura que paga professores e containers usados como salas (porque não há espaço), segundo o que eu soube. Bom, sem royalties, sem convênio, sem UFF… u.u

Mesmo assim algumas opiniões divergem, apesar de parecer que todo mundo é contra a medida.

Numa das minhas conversas com desconhecidos no ônibus, uma mulher reclamou que não se pode receber o que não ajudou a produzir. Aquela velha história que acontecia nas aldeias indígenas: alguns pescam mais que outros, alguns nada e no final tudo é dividido igualmente.

O interessante é que, mesmo assim, ainda ouvi uma opinião totalmente contrária que, de certo modo, estava correta! O motorista do ônibus vira e diz que não faz diferença, não vai se meter numa manifestação que é mais uma briga política. Se eles não estão gastando o dinheiro como deveriam, tem mais é que dividir. É que o governo só quer lutar pelo que dá vantagem pra ele.

No final, essa discussão não passa de mais uma maneira de fazer politicagem. Dizem que o presidente não vai assinar nada que não seja vantajoso, afinal ele precisa de votos para o candidato seguinte. Qual dos lados está certo? Os dois e nenhum! Se os governos estaduais e municipais fizessem a sua parte nem haveria necessidade de ter essa discussão agora! Mas isso é só a minha opinião, claro! 😀

A propósito, pra quem não sabe aquele lá em cima é o monumento ao petróleo, em Macaé, Rio de Janeiro (que, dizem por aí, custou bastante dinheiro público!). :B

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12 thoughts on “Discussões “Royaltianas”

  1. Ah, essa historia de Royalites é só mimimi pra driblar o rótulo de politicágem mimimi.

    E se “tudo o que o Brasil arrecada tem que ser dividido”, cadê o troco da marmitex que o tio da portaria do senado foi buscar na cantina da esquina? Ele embolsou, corrããão, atrás dele, faremos faixas e manifestações, RT’s e Comunidades contra o tio da marmitex. aargh… mimimi na sua mais pura essência.

    E me desculpe RJ, ES e os demais, mas a cidade de São Paulo é a capital Economica do País, o estado de São Paulo é responsável por mais de um terço do PIB Brasileiro. E de uma forma ou de outra, tudo vai pro crescimento econômico do País. Contente-se.

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  2. Claro que não faz diferença nenhuma… pergunta la pra galera de Quissamã onde recebem “apenas” 3 milhões com os Royalties e onde os concursados da Prefeitura por ter convenio proprio pelo Municipio podem e serão mandados embora caso a lei seja aprovada… tambem não tem nada a ver os 800 milhões que macaé deixaria de ganhar, o 1,2 bilhão de Campos, os 3oo milhões de R.O….

    Claro, é verdade que tudo é politicagem, mas representa risco REAL… representa a falência de um Estado Inteiro… e isso não é pouco… mas como você disse… é só uma questão de opinião….

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  3. Política, pra mim, é um negócio que nem adianta discutir. Temos que estudá-la e ser conscientes a respeito disso, sim, mas pra que discutir? Nunca se chega a um consenso e enquanto isso os políticos que não estão nem aí pro que realmente importa saem lucrando… :S

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  4. Sinceramente, acho que as duas visões sobre os Royalties tem bons argumentos, o negócio é saber qual é mais justa e mais viável. E, na minha opinião, não se deve deixar de lado um ponto importantíssimo: a questão do que se gasta tanto com a extração/produção quanto com os investimentos com a prevenção/combate aos impactos ambientais recorrentes dessa atividade.
    Tudo bem que quem não investe/trabalha por essa atividade, também não deveria ganhar. Mas e quanto a questão da desigualdade social que é notável entre os estados, principalmente quanto aos investimentos do governo feitos principalmente naqueles estados que lucram mais – o que aponta toda essa contradição -, como fica?
    Acho que se for para dividir o pão com o país, não precisa ser meio-a-meio. Deve ser estudado um meio de ser justo, contando principalmente, é claro, os gastos feitos nesse investimento e nos impactos ambientais, e nos que suam a camisa pelo produto. Pode ser estudado porcentagens, entende?
    Outra questão que deveria ser apontada: e as outras atividades industriais ou não, dos estados que também produzem petróleo ou não, são divididas com os outros estados??? hein, hein, heeeein???

    Mas sabe o que achei bem engraçado. Esse dias teve todo aquele movimento no Rio de Janeiro, e houve quem nem soubesse responder o que estava fazendo ali, muito menos o que eram “Royalties” e pelo quê aquele movimento lutava. ¬¬’

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