“Cidade de Ladrões” by David Benioff

Esse post vai sair com a maior cara de resenha (acho que ando frequentando muitos blogs literários), mas sempre daquele jeito que vocês conhecem bem, cheio de opinião!

Passei a semana toda querendo postar aqui e não pude por três motivos principais: O laboratório da UFF-PURO está em reformas até que enfim, tive seminário de Psicanálise (Sonhos) e tive prova de Neuroanatomia – na qual não fui muito bem… Então, vocês imaginam a minha aflição, já que termineir de ler o livro na segunda-feira. Ele faz parte da minha compra com cupons de aniversário; engraçado que comprei achando que viria como livro de bolso, tamanha a ‘barateza’ da Saraiva (na Submarino também tem, gente!), mas ele veio em tamanho normal! Mas deixa eu começar logo. :B

O Skoob vai me ajudar a fazer a sinopse, porque estou com preguiça de digitar (.-.):

Em Cidade de Ladrões, um jovem escritor, convidado para escrever um ensaio autobiográfico, decide trocar o relato de sua própria vida, “intensamente maçante”, pela história do avô, que combateu os alemães durante o cerco a Leningrado, na Segunda Guerra Mundial.

Relutante, o avô aceita contar, pela primeira vez, o que ocorreu naqueles dias: uma odisséia de dois jovens determinados a sobreviver a todo custo, em meio ao frio, à fome, à loucura dos oficiais russos e ao perigo iminente do Exército alemão.

O mote do romance de David Benioff, conhecido roteirista de cinema, é inspirado na história real de seus avós, cujo sobrenome russo ele decidiu adotar profissionalmente. Freedman é o nome de batismo de David Benioff, autor de roteiros como O Caçador de Pipas, Tróia e X-Men – Wolverine.

Lev Beniov, protagonista deste romance que tem como pano de fundo eventos marcantes da História contemporânea, é um jovem tímido e solitário. Preso pelos russos por não respeitar o toque de recolher, acaba dividindo a cela com Kolya, um rapaz carismático, acusado de abandonar a frente de batalha. Para que não sejam executados, os dois recebem de um coronel uma missão aparentemente impossível: encontrar, na cidade gelada e sem alimentos, uma dúzia de ovos para que a filha do oficial tenha um bolo de casamento decente.

Esse é o início de uma jornada às mais perigosas zonas de guerra – povoadas por canibais, prostitutas, crianças esfomeadas e implacáveis nazistas -, mas que os leva a conhecer o valor da verdadeira amizade e, no caso de Lev, à descoberta do primeiro amor.

Então… a primeira coisa que me deixou imensamente feliz foi ver o rostinho de Wolverine do David, eu nem tinha reparado que ele era roteirista do filme, nem nada, mas aquele sorriso… ai ai, viu! =P Eu me interesso por histórias da Segunda Guerra Mundial, nem sei porque, e pensei que lendo o livro passaria a saber mais. Afinal de contas, vivendo bem como vivemos aqui no Brasil, nós nunca sabemos o que aconteceu e acontece em lugares onde existem guerras.

Só tenho uma coisa pra dizer: Vale MUITO a pena! Passei o livro inteiro naquele suspense sem saber se eles iam ou não conseguir os malditos ovos pro bolo daquela filhinha de papai. ¬¬ Brincadeira, viu! A Rússia toda passando fome e ele querendo ovos! As dificuldades que eles passaram foram inquietantes. A única coisa que tenho dúvidas é a respeito dos detalhes. Quando ele pediu pro avô contar aquelas coisas ficaram faltando alguns detalhes que o avô não quis contar outra vez. É provável que o deixasse triste demais. Aí ele virou pro David e disse “Você é escritor, invente“. Ou seja, existe uma certa licença poética, mas de qualquer forma ele fez pesquisar a respeito antes de escrever o livro. Acontecem coisas tão desumanas e bizarras e fiquei imaginando até que ponto aquilo poderia ser real!

Pontos especiais para  o mistério de QUEM é a futura esposa do Lev , porque o David não diz o nome dela no começo e eu passei o livro quase todo tentando descobrir! *-* Ah, mais uma coisa, o Kolya fala muita besteira… nunca pensei que alguém pudesse pensar tanto em sexo quanto ele! oO Mas, apesar de tudo, ele é um cara legal. Só estou avisando pro caso de alguém não gostar muito de palavrões e coisas do gênero. CINCO ESTRELAS!!!


5 thoughts on ““Cidade de Ladrões” by David Benioff

  1. Gostei muito do post. Estou terminando de ler “A Menina Que Brincava Com Fogo”, do Stieg Larsson, e estava realmente pensando qual seria o próximo livro devorável que eu irei adquirir.

    Às vezes me perguntam (ou se perguntam) para quê existe o Twitter. Certamente muitas utilizam essa ferramente da maneira mais fútil possível, mas nesses momentos, em que alguém indica um post em seu blog e vamos até ele, o site do passarinho azul faz justiça à sua própria existência.

    Vou seguir a dica e ler o livro do David Benioff, confiando na sua resenha e no interesse que ela despertou em mim.

    Até!

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    • Ain que lindo! T_T
      É a primeira vez que vc comenta aqui, eu acho… não me lembro direito. Ando tão desanimada com minha falta de tempo pra postar que ler uma coisa dessas me deixa muito mais motivada!!
      Obrigada por passar aqui, viu?!

      #Também estou pra ler A Menina que Brincava com Fogo, olha que coincidência!

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  2. Adorei a resenha, Aline!! Fiquei com ainda mais vontade de ler o livro!! Com certeza é um que está na minha lista, aliás, se o Sub estivesse com o Gone disponível no dia que vc me passou a dica, ele já estaria aqui em casa… =/

    Beijos

    Alba

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    • Aaai que emoção! T_T
      Essa mulher nem faz ideia de como é bom tê-la por aqui, ainda mais que a visito (a Mari e a Tata) quase todos os dias e amo as resenhas delas! E as caixas de correio. E os trejeitos… *-*
      Obrigada, Alba! Tomara que vc compre o livro logo!!!

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  3. Olá Aline!
    Bom, não costumo postar em blogs, mas eu sou uma grande fã de “Cidade de Ladrões”, estava fazendo uma pesquisa e achei sua resenha. Ela ficou muito boa!
    Li o livro muitas vezes e também ficava na dúvida sobre quem seria a futura esposa do Lev, até descobrir que é a Vika (fiquei tão feliz!). Ele vai dando dicas sobre quem é ela por todo o livro, e chega um momento que ele diz que ela é a única pessoa que vai ama durante toda vida.

    Abraço,

    Luiza.

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