Esvaziando a lixeira

Tenho o péssimo hábito de ficar juntando  coisas quando elas deveriam ser jogadas fora. Papéis, embalagens, tudo que me leva a lembrar de momentos. Guardo até conversas de msn pra me não esquecer porque eu não devo mais chegar perto de certas pessoas…

Só que chega uma hora que isso começa a me fazer mal. Ficar relembrando certas coisas abre feridas que eu jurava estarem cicatrizadas. Parece alguém enfiando uma faca num machucado seu porque sabe que vai doer. Pior! A pessoa que faz isso sou eu mesma…

Então eu decidi deletar, a partir de agora. Se afogar numa depressão criativa não é o melhor pra mim. (Minha imaginação aflora quando estou triste.) Chega de escrever poesias sobre pessoas que já foram, chorar por momentos ruins. Guardar palavras que não devem ser repetidas. Papeis que ocupam um espaço onde cabem muito bem os meus livros novos! *-*

Estou abrindo meu armário e meu coração pra uma nova etapa. Poxa vida, eu já tenho 22 anos, cacete! ¬¬ Se as pessoas que eu amava tanto nem se lembram mais de mim, mesmo que eu tenha guardado tantas lembranças, quer dizer que não adianta nada. Perdi meu tempo e meu espaço por coisas que não fazem sentido. Descobrir isso doi. Pensar nisso todos os anos ao fazer a “limpeza geral” e não conseguir tomar uma decisão doi mais ainda!

Mas eu preciso tomar vergonha na cara e aprender a cuidar de mim antes de pensar nos outros, só pra variar. Chega de guardar no arquivo tanta gente que nao presta!

8 thoughts on “Esvaziando a lixeira

  1. Nossa Nine, é quase algo saido da minha mente.
    E eu que pensava que tinha esse mal hábito herdado do meu pai… Pelo visto é mais comum do que eu imaginava. Mas eu tenho a tendência de guardar mais coisas que me trazem lembranças e me remetem a coisas positivas – mesmo que os momentos seguintes sejam péssimos.
    Acho que nunca jogaria minhas cartas e objetos significativos, ainda mais sendo de outra pessoa, e mais ainda se for alguém muito especial. Como você; não jogo suas cartas fora nem sob tortura. hehehe
    Mas confesso que de vez em quando reviso minhas coisas, e vejo o que vale ou não à pena passar pelo crivo dessa vez. Para novas coisas entrarem, velhas tem que sair? Não, obrigada! Tem sempre espaço pra mais um [e mais um, e mais um… ;p]

    Desculpe a demora para voltar aqui. Estava sem vontade, sem tempo, sem energia para blogs; e seus posts merecem comentários dignos dos seus pensamentos divertidos e ‘profundos’ transformados em palavras.😉
    Amo você! =*

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    • Eu guardo coisas a tanto tempo! As suas cartas estã guardadas pra sempre!!!!
      Simplesmente acho que meu julgamento precisa ser mais criterioso em relação a pessoas que nunca se importaram comigo. Não são só as lembranças físicas, mas meus pensamentos também. Uma hora eu preciso abrir espaço pra aquilo que me deixa feliz, deixar a tristeza de lado…

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  2. Aiiiii… nem te conto! A quantidade de coisas antigas e inúteis que eu tenho guardada!
    Mas vou te falar: tenho 27 e ainda não cheguei no seu grau de eleveção espiritual. Está tudo guardado e ainda não tenho coragem de jogar tudo fora ou deletar da minha vida. Enquanto meu coração não mandar jogar fora, vão ficar onde estão, mesmo que estejam ocupando espaço!!!

    Um dia, quem sabe, eu vire um ser evoluído como você e resolva dar fim a tudo, né? Por enquanto ainda me sinto presa a essas coisas do passado…

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    • Nao sei porque vcs cismaram que eu sou um ser evoluído! kakaka
      Só cheguei a essa conclusão devido a coisas que me aconteceram ultimamente e me deixaram triste com pessoas que faziam parte da minha vida. Cheguei a conclusão de que não vou guardar nada que me deixe triste, ou pelo menos vou tentar. Mas isso nao significa que vai ser de uma vez só, tem muita coisa de mim nesses guardados!

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  3. Olá!

    Oportuno esse texto sobre “reciclagem emocional”. Acho que todos temos a mania (maldita, por sinal) de guardar qualquer coisa que nos faça bem, mesmo que aquela coisa vire somente entulho, afinal. Vivemos num depósito até que resolvamos limpar tudo e sacudir a poeira como você fez. Deve ter doído, mas a dor nem se comparará ao bem estar que virá em seguida.
    Sigo o blog e agradeço a oportunidade de comentar.

    Abraço,
    Ana Nonato.
    http://odesafiodecadadia.blogspot.com/

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