Em tempos de UFC…

UFC é o novo Futebol. Detesto modinhas e detesto o Galvão Bueno narrando, mas de vez em quando é bom que apareça algo novo pra se concentrar a vista, além de um monte de caras correndo atrás de uma bolinha – é, não ligo pra futebol mesmo, não ganho nada com isso.

Mas, mudando de assunto, eu estava na rua de madrugada vendo a luta do Anderson Silva com o Chael Sonnen (o bar estava lotado, inclusive, e eu bebi pra cacete lala-laa). Não sou tão chegada a esportes, prefiro ficar sentada em casa lendo um livro ou vendo uma série, mas homens se agarrando em tatames, octógonos e afins… I like. .-. A luta não foi como a maioria das pessoas esperava, claro, mas isso não importante – o resultado é importante.

Porque não interessa se você não gosta de luta ou qualquer outro esporte. Não tem importância nenhuma se a luta foi aquém do esperado. Menos ainda se essa dita luta foi ou não comprada (não sei de nada, não ouvi nada, não estava lá, ouvi falar). O importante é ver um brasileiro descer o sarrafo num fdp americano que falou merdinha sobre nosso país e nossa gente.

Não sou idiota, todo brasileiro sabe que esse lugar é cheio de defeitos. Mas é aquela história, você pode reclamar da sua mãe, mas jamais ia gostar que alguém falasse mal dela na sua frente! É esse tipo de coisa que une um país inteiro na frente de uma tela pra assistir dois caras se agarrando e esperar por um resultado positivo – seja ao vivo no Combate ou 2h depois com o Galvão narrando, sei lá.

Nós não participamos de tantas guerras sangrentas como outros países, não morremos em campos de batalha (não que essa desculpa valha a pena, estou exemplificando, pfv), mas temos ‘calças pra honrar‘. Esperamos que alguém nos represente e cale a boca de um idiota de vez em quando, nem que seja “amigavelmente” e “esportivamente”. Esperamos que o Brasil seja falado lá de fora como algo além de corrupção e prostituição, porque gringo tem mania de achar que aqui só tem p***, pelamordedeos. ¬¬

Estou me fazendo entender?

Por mais que isso seja mais uma forma de circo enquanto precisamos de pão e dignidade, ainda temos necessidade de distrações depois de uma semana cheia de caos no trabalho e na vida pessoal. Precisamos acreditar que alguma coisa vai dar certo.

É dessa forma que nos tornamos UM, gritando e agitando os braços, como verdadeiros romanos numa arena (acho que preciso deixar de ver tanto Spartacus), nos sentir vingados e aplacar essa vontade de ver luta e “sangue”. Enfim, sermos humanos menos hipócritas.

E nem vem dizer quer mocinha não pode fazer essas coisas, hein! Detesto gente fresca que me chama de mocinha. -_-“

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