Resenha: Pequenas Mulheres Vampiras (Louisa May Alcott adaptado por Lynn Messina)

PEQUENAS_MULHERES_VAMPIRAS_1309032269PTítulo: Pequenas Mulheres Vampiras
Autor: Louisa May Alcott, Lynn Messina
Original: Little Vampire Women
Editora: Pandorga
Publicação: 2011

Sinopse:

As doces e adoráveis irmãs March estão de volta e Marmee, matriarca da família, disse para elas serem boas meninas. Boas vampirinhas, na verdade. Isso mesmo: Meg, Jo, Beth e Amy cresceram desde a última vez que você leu sua história, e agora a vida delas é (muito) mais longa e seu apetite é (muito) mais voraz. Marmee ensinou-lhes bem, assim, elas vivem sob um código moral sem precedentes de abstinência de… sangue humano. As garotas devem cooperar, fazer da sociedade um lugar melhor e evitar os caça-vampiros que representam ameaça constante à suas vidas. E mais, Laurie está “morrendo” de vontade de entrar para a família March. Algumas coisas nunca mudam. Esta horripilante — e hilária — versão do eterno clássico americano deixará os leitores com uma sede insaciável por drama a cada página.

Primeiro devo comentar que adquiri esse livro em uma troca através do Skoob, a menina foi um amor e super solícita, mas se não fosse pelo atraso dos Correios, tenho certeza que teria sido imensamente mais satisfatória.

Pequenas Mulheres Vampiras nada mais é do que uma sátira de um clássico livro americano para moças. Um romance jovem nos idos 1800 e bolinha sobre a vida de quatro irmãs e que eu amava quando era criança/adolescente. (Faz tempo que não o releio, agora que tenho muito outros, graças a Deus). No entanto, Meg, Jo, Beth e Amy são agora Vampiras. Foram adotadas pelo casal March, o primeiro diferencial que identifica a sátira, já que vampiros não podem ter filhos. Mas continua sendo um livro para moças; um romance muito leve sobre vícios e virtudes, com características inseridas sobre caça-vampiros, a vida dos vampiros humanitários – que não bebem sangue humano e ainda os ajudam. O Laurie presente o tempo todo no cotidiano das garotas, mesmo que agora seja somente um humano. A vida noturna dos vampiros clássicos atrelada aos afazeres domésticos, diferenças entre classes sociais e os moldes de uma família virtuosa e, quem diria, temente a Deus na época da Guerra Civil Americana. (Como se Abrahan Lincoln Caçador de Vampiros não fosse o suficiente, mas vale ressaltar que os enredos são diferentes.)

É engraçado a autora da sátira ter colocado os personagens ditos sanguinários como seres tementes a Deus que pensam ter sido criadas por ele e, por isso, tem direito a seu lugar no mundo. Essa é mais uma das histórias em que os vampiros não se escondem, mas também não se misturam com qualquer um. Foi uma ótima maneira de relembrar um pedaço da minha vida que eu não via há algum tempo.

Mas embora a autora tenha conseguido deixar o enredo interessante (mesmo que eu tenha sentido falta de algumas partes que precisaram ser suprimidas para que a sátira fizesse sentido), principalmente com as notas de rodapé fazendo referência a livros vampíricos, o livro deixa um pouco a desejar.

Pág 245 (carta de Jo March)

“… então agora estou tendo aulas de transilvânico.35

35 Apesar dos habitantes mortais falarem ou romeno ou a língua húngara, vampiros da região tinham seu próprio idioma secreto com o qual se comunicavam durante a Inquisição para confundir espiões e informantes.”

O título Pequenas Mulheres Vampiras já me dá um pouco de gastura, pois se no Brasil o livro original foi traduzido como Mulherzinhas o certo seria mantê-lo, logo: Mulherzinhas Vampiras. Até aí tudo bem, eu sou chata com essas coisas mesmo. Contudo, o que não posso (e não devo) perdoar é a quantidade de erros de concordância na tradução do texto. Sabe quando alguém resolve traduzir algo através do Google e algumas palavras deixam de fazer sentido no contexto? Foi exatamente assim que eu me senti lendo. E não aconteceu somente uma ou duas vezes, foram várias. É óbvio que uma tradução pode conter erros, é normal do ser humano, e pra isso existe um departamento dentro das editoras só pra revisar esse tipo de coisa. Não sei onde estava o departamento de revisão da Pandorga nessa época, mas trabalhando é que não estavam. Por causa disso a leitura me decepcionou e não posso tê-la entre as melhores desse ano até agora. Realmente uma pena.

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