Resenha: A Morte da Luz (George R. R. Martim)

Mais um livro lido nas férias.

A_MORTE_DA_LUZ_GEORGE_MARTINTítulo: A Morte da Luz
Autor: George R. R. Martin
Editora: Leya
Publicação:2012

Sinopse:

Um planeta está prestes a morrer, seu caminho se afasta das estrelas que trazem vida àquele lugar. Suas 14 cidades, construídas rapidamente quando o planeta passou por perto de uma grande estrela, também estão moribundas. Worlorn não é o planeta que Dirk t’Larien imaginava, e Gwen Delvano não é mais a mulher que conhecera. Ela está ligada a outro homem e a esse planeta moribundo preso no crepúsculo, seguindo em direção à noite sem fim. Em meio à paisagem desoladora, há um violento choque de culturas, no qual não há códigos ou honra e uma batalha se espalhará rapidamente.

Esse é o primeiro livro escrito por George R. R. Martin, na década de 70, em plena era Star Wars e outras histórias futurísticas. O clima é todo pautado em viagens em grandes naves entre vários planetas zilhões de anos após a destruição do que teria sido a Terra, aparentemente. Humanos e diversas outras raças foram migrando para outros planetas e desenvolvendo outras culturas.

Dá pra sentir um “Q” de As Crônicas do Gelo e do Fogo durante todo o livro, começando pelo glossário de explicações para o melhor entendimento do enredo até o desenvolvimento da cultura de algumas raças que se assemelham a série mais recente. Provavelmente, e estou apenas especulando, ele não conseguiu desenvolver esse tema e acabou virando para o lado contrário e criando uma história pautada numa era medieval e mágica ao invés de futurista. E, por que não, um pouquinho de ecologia, quem sabe.

O fato é que comprei A Morte da Luz coberta de expectativas. Queria começar logo pelo primeiro livro dele antes de ler os outros, pra sentir como era sua escrita, já que todo mundo passou a comentar como ele escreve bem desde o lançamento da série Game of Thrones. E, vamos combinar, As Crônicas do Gelo e do Fogo é uma série homérica e é preciso tempo para se dedicar a ela. Então resolvi mesmo começar pelo menor, me xinguem!

Não posso dizer que me decepcionei porque ele escreve MUITO bem. Dá vontade de ter uma série inteira só contando a linha do tempo que levou até aquele momento no qual se pauta o livro. E o problema é esse. Não me apaixonei pelo Dirk e seu amor pela Gwen, e sim pelo Jaan, seu rival. Todo o jeito revolucionário, tentando avançar a sua cultura arraigada em tradições do tempo do onça, sua imensa coragem, o brow-love com o Garse (que se assemelha aos ko dothraki). O comportamento feminista da Gwen tentando se igualar aos homens numa sociedade puramente machista é interessante. Mas  o romance em si não colou.

A iniciativa talvez nem fosse colar o romance. Tenho a impressão de que ele começou nesse primeiro livro a era de paixões pelos personagens de seus livros que são e não são principais ao mesmo tempo. Você pode imaginar personagens que não são nem vilões nem mocinhos, mortes inesperadas, comportamentos estranhos, reviravoltas, tudo isso que dá pra achar nos outros livros só que com mais “piun-piun” ao invés de “clang-clang”. 😛

E EU QUERIA MESMO QUE ELE TIVESSE ESCRITO SOBRE OS OUTROS PLANETAS E A COISA TODA. *snif*

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