As porcarias que eu escuto (e você não precisa aprovar porque é assunto meu)

Descobri que na verdade eu não tenho nada contra o funk e o considero também uma expressão cultural (agora parem de me xingar e leiam o resto ou saiam, por favor). Eu não entendo metade da arte moderna que custa milhões de dólares e, no entanto, muita gente eleva um vaso sanitário em alto conceito – e não estou comparado, só exemplificando, cambada!

Talvez seja porque eu sou capaz de dedicar meu tempo a pelo menos ouvir metade das coisas que você considera lixo antes de dar uma opinião. E isso é problema meu, você não é obrigado a aceitar e nem preciso discutir a respeito.

Sinceramente, com a quantidade de palavrões que eu ouço de crianças menores de 12 anos, e que eu nem sabia que existiam, “Ah, Lelek, lek, lek” não quer dizer nada. O Show das Poderosas, então, nem se fala. O problema não é o funk e sim o idiota que está cantando aquele monte de porcaria e meu antigo vizinho achando que eu era obrigada a ouvir todos os palavrões. As pessoas precisam aceitar que ele está por aí, é fácil de decorar e distrai as pessoas. É uma realidade de um grupo específico que acabou se espalhando, se tornando popular, querer erradicar isso é acabar com a própria ideia de democracia.

Tem hora que eu só quero dançar, jogar o corpo de um lado pro outro e esquecer um pouco os problemas (que ninguém acha que eu tenho, mas estão sempre à espreita); não quero pensar na métrica e na rima que o compositor usou pra escrever ou na musa inspiradora dele. Decidi não ser hipócrita e ficar parada quando estou doida pra rebolar.

Eu sou brasileira, mulher, de vez em quando até me acho gostosa, nada mais natural do que querer me soltar. Isso não deveria ser considerado degradante, ainda mais pelas mesmas pessoas que defendem o direito da mulher fazer o que ela quiser com o próprio corpo. É claro que se algumas meninas tivessem um pouco mais de bom senso não sairiam se esfregando em qualquer sem pensar nas consequências. Mas sair e dançar não é nada demais. Não só funk, claro, que ouvir aquilo toda vida é um porre de uma quadra só! Tem pop, hip hop, axé, reggae, trance e o cacete que for. Ninguém precisa fingir que não gosta só porque não estilisticamente aprovado pela sociedade. Eu danço QUALQUER coisa.

Agora ouçamos um funk internacional, porque eu também já cansei de Anitta. M.I.A. é a prova de que gringo cai de pára-quedas aqui e não sabe o que tá fazendo, logo, somos necessárias para ensiná-las! u.u

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