Dinheiro na mão é vendaval…

Estou cansada de ver meu dinheiro ir todo pra mão dos outros quase que imediatamente após recebê-lo. E não é nem que eu seja a pessoa mais gastadeira desse mundo – embora eu tenha me tornado menos mão de vaca nos últimos tempos. Dizem que quanto mais se ganha, mais se gasta. Mas o problema não é esse.

O meu salário é que é uma porcaria (incrivelmente já ganhei bem menos). Ele não acompanha em nada o aumento do salário mínimo e ainda tem os famosos 11% que o INSS me come todo mês para essa minha aposentadoria num futuro longínquo.

Só que os donos de supermercados, hortifrutis, farmácias e afins não estão nem aí pro quanto eu ganho. Fui me reduzindo a comprar marcas mais baratas a cada mês. Marcas essas que no mês seguinte estão tão caras quanto todo o resto. E a cada vez eu fico imaginando como isso é possível, cada vez o cinto aperta mais e fico com medo de chegar uma hora em que nem ao menos poderei me dar ao luxo de comprar itens que não estejam na cesta básica. Ou mesmo (bate na madeira) meu leite, que está pelas tampas de tão caro. Ai, meu precioso leite de cada dia! E Deus me livre se eu realmente precisar comprar roupas! O maior luxo que eu me dou são livros e esse ano reduzi drasticamente o número de compras devido a planilha financeira.

A quantidade de impostos embutidos no mercado, em cada conta de luz e água que eu pago e que não são revertidos para o bem público é gritante! Os políticos ficam enfiando o nosso dinheiro no próprio rabo enquanto a gente fica se virando com o que sobra. Isso não é de nenhuma forma justo e dá vontade de sair chutando o primeiro sujeito de terno que sair da Câmara dos Vereadores mais próxima, já que a Câmara dos Deputados fica longe demais. Eu não posso me dignar a faltar um dia de trabalho pra ir à Brasília fazer isso, eles vão descontar do meu salário, infelizmente e o preço da passagem, pfff…

Eu trabalho todo dia pra quê? Passo horas preocupada em economizar material do trabalho, porque eu sei que não vai chegar tão cedo. Queimo a mufa à cata de novas E boas ideias para melhorar o funcionamento do setor. Já levei trabalho pra casa, trabalhei até no final de semana. Fiz tanta coisa em vista de um monte de gente que não faz o mesmo. Depois dizem que funcionário público não gosta de trabalhar. Mas é que em algumas cidades/setores/cargos o que a gente ganha é tão pouco que é melhor parar pra pensar se vale a pena se esforçar. Eu chego a conclusão de que o recebedor do meu trabalho não tem culpa e faço.

Só que eu queria ter dinheiro sobrando no final do mês, como há algum tempo atrás acontecia. Áureos tempos esses! Mas esse ano a coisa está muito complicada, um simples quilo de tomate chegas a mais de dez reais!!! Como é que se pode pensar em planejar as férias e ter conforto quando mal dá pra fechar as contas?

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