Série: Orange Is The New Black

Na semana passada eu resolvi dar uma chance a essa série nova que o Facebook insistiu em dizer que as pessoas estavam curtindo e comentando, não deu outra, é maravilhosa! A vantagem de assistir à temporada de uma série que já está fechada é que você pode assistir a quantos episódios quiser. A desvantagem é que você pode assistir quantos episódios quiser… Poxa, são apenas 13! Apesar de serem episódios longos, você não tem como desgrudar, entende? É super engraçado, comovente e, acima de tudo, novo. Estava precisando de algo diferente no cardápio.

Leia até o final porque hoje é meu aniversário! ù.ú

Orange Is The New Black é uma tragédia cômica (orignal da Netflix) passada quase que exclusivamente dentro de uma prisão feminina. Piper Chapman (Taylor Schilling) é acusada de participação no tráfico internacional de drogas por um ato cometido 10 anos antes, quando namorava Alex Vause (Laura Prepon). Ela decide se entregar e cumprir a pena de 15 meses, fato que deixa a todos surpresos, principalmente seu namorado Larry (Jason Biggs), que a pede em casamento, prometendo esperar e aquela coisa toda. Então, entra Piper para à prisão de Litchfield, após ler alguns livros de como se comportar no cárcere, querendo apenas cumprir sua pena, sair e se casar. Mas ela parece mais o Jon Snow, “não sabe nada”.

Para uma mulher de 32 anos, classe média, alimentação orgânica e amigos fúteis, a prisão pode ser um lugar muito mais devastador do que se poderia imaginar. A comida é horrível, os banheiros coletivos são lugares até perigosos pra se tomar banho e sempre há o risco de virar “esposa” de alguma detenta. Mas o pior de tudo é o tratamento carcerário, são em sua maioria uns porcos chauvinistas, inclusive as mulheres, não as tratam como pessoas e cometem abusos inimagináveis! Fora a direção do estabelecimento privado, querendo cortar custos.

Ao passo que existem as detentas, algumas realmente perigosas, outras indefesas. Segregadas pelos carcereiros e entre si, ficando cada uma em seu “grupo racial” específico. Negras, brancas, latinas, senhoras e outras (uma única asiática, vai entender). Todas cumprindo penas pelos mais diversos delitos – roubo, tráfico, assassinato e por aí vai. Elas são obrigadas a prestar serviço na cadeia, desempenhando funções de manutenção do recinto e servindo umas às outras. Isso tudo causa muitos atritos e obviamente algumas feridas sérias ou passagens pela solitária.

As personagens são todas ótimas, realmente não tenho queixas das atrizes, apesar de alguns papeis terem ficado caricatos, como se poderia imaginar. Red, a cozinheira russa matrona e vingativa. Sophia, a transsexual que troca serviços do salão de beleza por objetos variados. Claudette, outra senhora matrona que não pode ver nada fora do lugar. Lorna, uma branquinha de batom vermelho que só fica planejando o casamento pra depois que for solta (e dando uns pegas na Nick). Suzanne, perseguidora nata e altamente volátil, porém, super romântica. Tiffany, que Sheldon chamaria simplesmente de “religious nuts”. Dayanara, latina filha mais velha de 5, que não se dá bem com a própria mãe.

Eu não me canso desse gif! hahaha *slap*

E tantas outras interessantes que mal dá pra contar sem dar spoiler. É interessante também que a cada episódio você vê flashbacks das histórias de cada uma e como foram parar naquele lugar. E acaba descobrindo que mesmo com tanto sofrimento são pessoas maravilhosas e/ou sofridas que só estão tentando sobreviver.

Piper se vê obrigada a conviver com todas essas mulheres e não se dá bem na tarefa a maior parte do tempo. Embora não faça nada propositalmente ela acaba sendo mimada e esquecendo que não dá pra exigir muita coisa por lá. Também, no ambiente em que foi criada somado àquela amiga retards dela, a Polly, que depois de ficar grávida só faz besteira – vai ver ela já era assim… Mas tenho que concordar que a Piper é extramente criativa e engenhosa.

E tem a Alex… O que fazer ao reencontrar sua ex dentro do presídio, uma pessoa que você não vê há anos e da qual queria manter distância?

Trilha de abertura fodástica: “You’ve got time”, da Regina Spektor:

Orange Is The New Black é baseada no livro homônimo de Piper Kerman, suas memórias sobre o ano em que passou na prisão. A atriz é até parecida com a autora (foto abaixo). E, grazadeos, Piper Kerman é produtora executiva da série, então os pitacos dela devem auxiliar no bom desenvolvimento dos episódios. De acordo com a resenha do site Paper Droids você pode encontrar informações sobre o 1º dia na prisão/1º episódio num ensaio, escrito pela própria Kerman,  aqui. Disseram que não tem muitos spoilers, mas não conferi.

No Orangotag (G-zuis, como eu amo essa rede, facilita tanto!) a série foi renovada para a 2ª temporada (Julho de 2014 ¬¬). Estou esperando ansiosamente, já que a 1ª temporada terminou, tipo, OMG!!!😡 O livro ainda não foi publicado no Brasil, porém é possível, como sempre acontece, que de acordo com o sucesso da série isso venha a acontecer num futuro não muito distante. De qualquer forma vou deixar o epub que encontrei bem aqui.

Taylor Schilling (E) e Piper Kerman (D)

One thought on “Série: Orange Is The New Black

  1. […] e dançando via Kinect no dia do meu aniversário. E já tinha uma publicação marcada – Orange is The New Black, cuja 1ª temporada tem… 13 episódios! Então estou colocando aqui no dia 26, o dobro do 13, […]

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