Resenha: A Ilha dos Dissidentes (Bárbara Morais)

Título: A Ilha dos Dissidentes (Trilogia Anômalos #1)
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Publicação: 2013

Sinopse: Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Não tenho costume de comprar livros logo que saem, mas dessa vez eu não via a hora de ter meu exemplar. Estou entrando numas de dar mais espaço na minha estante pros autores brasileiros, nada melhor do que dar uma força pra alguém que está lançando sua primeira cria! Ainda mais porque eu já curto o blog dela, o Nem Um Pouco Épico, e essa coisa toda, então faço questão.

Pra começar, eu estava sentindo falta de um livro que me desse vontade de ler e não largar mais. Não sou de economizar livros, geralmente eu como ele logo de uma vez (se eu não gostar ele fica lá largado um tempão), mas nesse caso eu fui obrigada. O livro é tão bom, mas TÃO BOM, precisava economizar pra apreender todos os detalhes.

A Guerra: O conflito entre a União e o Império do Sol – os tais dissidentes – começou uns 800 anos antes do começo do livro. Então o Império resolveu atacar usando armas químicas, fazendo com que a União contra-atacasse com armas nucleares, sendo que nessa mesma época ocorreu uma tempestade solar supermegamaster. Aí BUM! Houve uma mutação genética em várias pessoas. A partir daí começou uma guerra civil na União entre os “normais” e as “aberrações” que durou uns 20 anos, até que eles resolveram entrar num acordo e agora as “aberrações”, ou Anômalos, auxiliam na Guerra utilizando seus poderes.

A vida em Kali era horrível, tipo a Faixa de Gaza, Sybil estava doida pra sair de lá. Imagine um lugar onde você nem pode se apegar às pessoas e ter amigos, já que eles podem aparecer mortos de uma hora pra outra. Onde qualquer coisa que fizer poder ser usada contra você e te obrigam a participar de treinamentos militares na escola! Claro que ela nunca ia nem sequer imaginar se descobrindo anômala de uma hora pra outra, com habilidades aquáticas, bem quando parecia que tudo ia mudar. Como ela mesma diz, nada na vida dela é simples.

Nova vida: Após passar por vários testes, Sybil Varuna é designada para morar em Pandora, a maior cidade de Anômalos da União, situada na Ilha de Arkai. Toda a cidade é maravilhosa e sua nova família também. Rubi e Dimitri fazem de tudo para que ela aprenda a sentir em casa e o Tomás é o irmão caçula mais fofo do mundo tooo-do! *-*

A Escola é tipo o lugar em que eu sempre quis estudar a minha vida toda. As matérias normais somadas às matérias especiais para anômalos, e ainda dá pra escolher atividades extras do seu gosto. Obviamente ela arrumou alguns inimigos como nas história adolescente que a gente conhece. E também finalmente fez amigos – Naoki, Leon (#teamLeon), Brian e Andrei (hohoho). A coisa começa a ficar feia depois que ela entra numa matéria extra chamada Estudos Avançados em Técnicas Especiais, porque o Professor Z, além de tirar o couro dos alunos, também faz parte do Governo e ajuda a escolher pessoas parar completar missões especiais secretíssimas (atoron). A partir daí eu não quero contar mais porque você tem que pagar pra ver.

A Bárbara mesma disse que quis misturar o regime do Apartheid com Gueto Judeu para demonstrar o tipo de tratamento que os anômalos recebem na União, bem, ela conseguiu. O livro é uma mistura de História, Política, Distopia e Super poderes e tudo o que há de bom. Estou realmente feliz por ela ter conseguido ir tão bem logo em seu livro de estreia, já que nem todo mundo consegue (nem vou citar nomes). O mais legal de tudo, porém, é que a Bárbara é uma pessoa super disponível. Passei vários dias enchendo o saco dela via twitter (@barbaraescreve) e ela me respondeu SEMPRE. Essa é mais uma das vantagens de ter contato com escritores brasileiros, o achego é mais provável. Espero que o livro seja traduzido pra outras línguas logo, vire filme, que ela escolha brasileiros pro elenco como exigência do contrato e ainda coloque Villa-Lobos na trilha sonora! Agora é esperar pelo próximo… D:

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