Resenha: Soulless|Sin Alma|Alma? (Gail Carriger)

Título: Soulless (The Parasol Protectorate #1)
Autor: Gail Carriger
Editora: Orbit
Publicação original: 2009

Sinopse:
Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.
E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.

Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo n

a alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e… será que vai ter torta de melado?

Uma das séries de Steampunk mais cultuada do mundo.

C: Capa brasileira, espanhola e alemã B: Hardcover americana, mangá japonês e mangá americano
C: Capa brasileira, espanhola e alemã (a mais bonita, mas não condiz com a personagem)
B: Hardcover americana dos livros 1, 2 e 3; mangá japonês e mangá americano

Essa é sem dúvida a melhor leitura do ano! Eu estava alucinada pra comprar o livro há uns poucos meses, mas o preço no Brasil não está tão disponível pro meu bolso e ainda não pude comprar em inglês no Book Depository (onde sai incrivelmente mais barato, apesar de tudo, falarei sobre isso em breve), então acabei indo procurar a “versão alternativa”. Li um pdf em espanhol mesmo (sim, me bata), mas isso não quer dizer que eu não vá comprar o livro, muito pelo contrário, agora eu só tenho mais certeza. Porque antes eu tinha expectativas demais e medo de não ser correspondida, agora estou apaixonada. Fora que, com essa “loucura” de ler o pdf, eu finalmente terminei um livro em outra língua! (Primeiro havia tentado ler El Cuaderno de Maya (Isabel Allende), mas não cheguei a terminar porque comprei a versão brasileira). É uma conquista pra mim, embora não vá fazer lá muita diferença pra ninguém. Agora só falta começar a ler em inglês pra nunca mais depender da espera pelas traduções que nunca chegam no Brasil quando deveriam!!! ù.ú

Por onde eu posso começar essa resenha sem ter vontade de explicar os mínimos detalhes e acabar contando a história toda? Porque foi o que eu fiz com o Pedro, já que ele não ia ler mesmo. Basicamente, se é que dá pra chamar de básico, é um romance steampunk “sobre vampiros, lobisomens e sombrinhas”, certo? Mas acrescente uma pessoa que está sempre pensando em comer e tomar chá, cientistas malucos e uma comunidade social parecida com a época dos livros da Jane Austen. Gail Carriger conseguiu uma coisa inimaginável, fazer todos esses temas combinarem e ainda ficarem super divertidos.

Alexia Tarabotti tem 26 anos, mora com a mãe, o padastro, duas irmãs e o mordomo Floote, que sempre dá um jeito de aparecer do nada nas situações mais oportunas. Sua mãe e irmãs são fúteis e só pensam em roupas, festas e casamentos. O padrasto pensa na posição social e na quantidade de dinheiro que elas gastam. Alexia nunca parece ser boa o suficiente para nenhum deles por ser alta, “morena”, nariguda ou velha demais para encontrar o que era o ápice da vida feminina da época: o casamento.

Mas calhou de ela ser também uma preternatural, uma sem alma. Eles vivem numa sociedade em que vampiros e lobisomens fazem parte do cotidiano e a transformação de cada um deles só é realizada de acordo com a quantidade de almas que possuem. Nessa realidade a alma é algo quantificável e não são somente os seres sobrenaturais que estão por aí preocupados com esse fator decisivo.

Os vampiros são aqueles bem clássicos que não podem sair no sol e enfrentam a verdadeira morte, ou o Grande Colapso, através de uma estaca. Eles vivem em “colmeias” (não sei bem como isso ficou em português), liderados por uma rainha. Elas são as únicas que podem fazer a transformação, aparentemente nem todas as mulheres sobrevivem, então existem poucos grupos e eles raramente se separam. O maior representante da classe nesse livro é o Lorde Akeldama, super rico, bem relacionado, espalhafatosamente vestido, fresco até não poder mais e um pária para os outros vampiros, já que escolheu viver sozinho. Alexia gosta muito dele.

Os lobisomens são transformados – ou amaldiçoados – através da mordida e tem aquela famosa “alergia” a prata, também ficam furiosamente incontroláveis durante a lua cheia. E falando em Lobisomem, nós temos o lindoso-perfeito-tudibom Conall Maccon, Conde de Woosley, Alfa do Bando de Londres e um dos responsáveis pelo Departamento de Arquivos Sobrenaturais, ah sim, e escocês. E o não menos maravilhoso, seu Beta Randolf Lyall. Palavras não são suficientes para declarar todo meu tesão por esses dois. Mais ainda, havia tempos que eu não conhecia um personagem macho de verdade, cheio dos poder’ de çeduçaum como Lorde Maccon. ahauahauahauahauahaua

A princípio a Srta. Tarabotti e o Lorde Maccon não fazem mais do que discutir e soltar farpas um pro outro, enquanto o pobre Lyall fica tentando acalmar os ânimos de seu líder. Mas aos poucos as coisas vão mudando, porque a gente sabe como essa coisas funcionam. Eles começam a não conseguir parar de pensar um no outro, embora não queiram admitir o fato. Enquanto isso eles precisam resolver os mistério dos vampiros e lobisomens que estão desaparecendo sem deixar rastro, e quando eu digo eles é porque Alexia insistiu em usar sua condição de preternatural para fazer alguma coisa, mesmo que isso seja perigoso. Mas ela confia em sua sempre fiel sombrinha e nas estacas de madeira e prata que carrega nos cabelos fazendo as vezes de enfeite. E também é uma moça muito perspicaz e capaz de prender a atenção das pessoas pelo seu conhecimento, aparentemente era um dom raro as mulheres se darem ao trabalho de serem inteligentes.

O mais que dá pra contar é que as coisas chegam num determinado ponto em que tudo começa a esquentar de verdade, do jeito sexy e divertido e do nem tão divertido, cheio de vilões que fazem experiências mirabolantes com suas vítimas. E também ainda não descobri direito qual é a dos polvos, pelo visto vou precisar esperar pelos próximos livros (são mais 4). Eu não quis largar o livro em momento nenhum, até mesmo a costume feio da Alexia em ficar se autodepreciando acabou se tornando engraçado no final das contas. O livro já foi traduzido em 12 países, gente! E eu já disse que gostei muito de ter lido em espanhol? hahaha Tá, parei. u.u

Site da Gail Garriger cheio de coisas fofas e interessantes sobre a série e outras coisas.

Vejam como ela é fofa! Eu pago pau mesmo pra gente importante que me responde quando eu declaro todo meu amor. Porque é claro que ela tem coisas mais importantes pra fazer (como continuar escrevendo ótimos livros) e pode estar ocupada vivendo a própria vida. Mas ela se deu ao trabalho de parar e me responder. Tão fofa quando a Bárbara Morais! haha Inclusive acho que vou tentar esse tipo de aproximação mais vezes, vai que dá certo!

Por último, curta essa colagem de fan-covers que eu catei na internet. Super deu vontade de imitar!

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