Mamãe&Bebê » A Minha Gravidez

🎈 It's a #viking!!! 🎈 🐐🐺🐗🐍 And it's a boy! 👦

A photo posted by 🕐 Aline Leal (@alineleal13_) on

Mais uma vez estou aqui para compartilhar sobre a maternidade na minha vida. Essa não é uma publicação sobre as coisas que você deve fazer ou o quê pode acontecer, mas um relato de como foi essa experiência pra mim.

Pra começo de conversa eu não me via aguentando o tranco de ser mãe solteira, mas ao mesmo tempo presenciava casamentos ruins o suficiente pra não querer ser casada. Uma merda isso, passei por vários relacionamentos ruins sem saber o que ia me acontecer. Até que um dia o Pedro apareceu, nós começamos a namorar morando juntos, simples assim. E as coisas foram acontecendo. Conversávamos sobre ter filhos e como seria, esperando que aparecesse a melhor hora. Depois de encerrar vários assuntos pendentes comigo mesma, comecei a sentir que tinha alguma coisa faltando pra completar a família que eu queria com ele. Em Novembro de 2014 minha menstruação atrasou muito e eu achei que estava grávida, mas não estava. O susto fez com que a gente percebesse que se estava tudo bem mesmo sem planejar, talvez fosse hora de simplesmente deixar acontecer. Eu engravidei 3 meses depois.

Quando eu  descobri

A primeira gravidez é uma coisa engraçada, você não sabe que as coisas que estão acontecendo com seu corpo fazem parte do processo de comportar outro ser humano dentro de você. Passei o primeiro mês achando que minha vida estava uma merda, triste, desconsolada da vida e só querendo dormir. Morri de medo de estar doente, eu simplesmente não tinha ânimo pra nada e tenho histórico de depressão na família. Naquele fatídico Novembro a gente tinha comprado dois testes de farmácia, um dia cheguei em casa depois do trabalho, com a menstruação atrasada de novo e pensei “Hoje é um bom dia como qualquer outro para fazer um belo teste de gravidez.” Sério, nem eu sei de onde isso veio, só me deu vontade de fazer. Depois do resultado eu liguei pro Pedro e a nossa conversa foi mais ou menos assim:

          – Amor, acho que eu tô gripado.
          – Amor, acho que eu tô grávida.

Eu esperei mais uma semana e fiz outro teste, deu positivo de novo. E eu na maior expectativa, sem contar pra ninguém a não ser minha irmã. Fiz o exame de sangue e esperei até ele voltar do trabalho e abrirmos juntos, positivo de novo. Daí fomos ao médico e ele marcou a ultrassom. A partir daí eu fui contando pras pessoas. O foda é que sempre tem uma hierarquia pra esse tipo de coisa, as amigas brigam se uma fica sabendo antes da outra e tudo mais.

Os enjoos

Quando comecei a sentir enjoos fiquei parcialmente desesperada, porque de repente eu não podia comer nada do que eu realmente gosto na vida: açúcar e gordura. Nessa época passei a comer no restaurante pra me alimentar direito (tenho preguiça de cozinhar) e não podia nem passar perto das frituras. Deve ter sido um mês comendo só arroz com feijão, filé de frango e couve. Como resultado disso acabei emagrecendo bastante, mesmo assim estava tudo bem. Mas uma coisa que eu botei na minha cabeça foi “Eu não vou vomitar nesse carai, eu odeio vomitar, isso não vai acontecer!” E não aconteceu – a não ser da vez em que tive intoxicação alimentar, mas isso não conta. Passei a comer de 3 em 3 horas, evitando qualquer coisa que me fizesse passar mal, até porque eu detesto desperdício de comida. Dramin não faz efeito direito comigo, eu fico extremamente grogue mas o enjoo não passa. Acabei descobrindo que compressa de água gelada na nuca e na testa faziam mais efeito. E frutas cítricas, praticamente virei a rainha da tangerina!

Cuidados com o corpo e a mente

Estrias vão aparecer conforme a barriga cresce e não tem pra onde correr, mas dá pra amenizar com creme hidratante e óleo, principalmente porque aguentar a coceira é uma coisa insuportável. Outra coisa importante é já começar a cuidar dos seios, com óleo mesmo e girando os mamilos pra fortalecer. Era pra eu ter tomado sol nas tetas também, mas não fiz porque não tive como. Tentei fazer pilates pra preparar meu corpo pra hora do parto, mas aí a grana acabou, acontece. Mesmo assim recomendo bastante pra que puder.

Também é importante lembrar que tem uma pessoa dependendo de você, que você precisa cuidar da sua saúde em primeiro lugar pra que ele possa se formar direito. Parece ridículo comentar sobre isso, como algo que já é sabido por todos, mesmo assim tem gente que não se dá conta de que tudo o que a gente consome vai para o bebê. A única indulgência foi minha xícara de café com leite de manhã, que é sagrada e não vivo sem, não tem jeito. Tentei evitar situações estressantes, embora elas tenham vindo pra mim numa tempestade enorme e tenha precisado me esconder. Muita coisa deu errado e eu só conseguia pensar que deveria me poupar por causa do meu filho, que não era egoísmo pensar na minha saúde e na minha própria vida só dessa vez.

O obstetra

Creio que nos últimos 3 anos estamos num andaço de gravidez aqui na região, deve ser a água, sei lá. Só sei que foi uma meeerda pra achar um obstetra disponível. O médico que seria a minha primeira opção nem atende mais nessa função, o que foi decepcionante. Daí me parei com um médico que é bom, sim, mas que não é nem de longe a pessoa que eu queria ver durante a minha gestação inteira. Eu ia só pra pegar os pedidos de exames e ver a cara dele pra saber se estava tudo bem ou não, detesto médicos em geral, por mim não ia nenhum. Eu falo muito e queria um médico que se comunicasse comigo na minha língua, se interessando por mim e não somente pela minha barriga. Passei por diversas coisas que mereciam um pouco mais de atenção. Fora que ele tinha pacientes demais e às vezes esquecia de me dizer algo que fazia parte do procedimento por já ter dito a outra pessoa. E ele sempre parecia estar na reserva sobre o que ele dizia e o que eu entendia. Enfim, um transtorno que não queria ter passado.

As pessoas

Sempre tem gente pra dar pitaco na gravidez alheia. Come isso, não come isso. Faz mal, não faz. Toma chá de boldo. Nos primeiros meses eu fiquei resfriada e me curei a base de água e suco de laranja, mas não tomei remédio que ninguém mandou. Ficava com dores na barriga e não tomava nada que mandavam (no final eram só gases). Levei nome de chata diversas vezes porque não queria fazer o que ninguém me dizia, embora soubesse que era preocupação sincera de gente que já teve filho e sabe de algumas coisas. Gosto do conhecimento que se passa de uma mãe pra outra ao longo dos anos, mas nem tudo é pra ser reproduzido.

Meu humor obviamente oscilava mais do que de costume, uma TPM de 9 meses. Daí eu fazia alguma coisa que não devia porque estava chateada e alguém fazia um comentário -até pelas minhas costas. Das poucas vezes que passei mal e resolvi ficar em casa, teve gente pra falar merdinha. LOGO EU QUE SEMPRE ESTOU NO TRABALHO, FAZENDO O POSSÍVEL E O IMPOSSÍVEL PRAS COISAS SAÍREM DIREITO. Tá, parei. No final tinha gente dizendo que eu deveria estar em casa de perna pra cima, embora o médico tenha dito pra eu continuar minha rotina normalmente. Que eu não devia ficar dançando por aí porque o bebê podia sair antes da hora. Larguei o foda-se pra todo mundo e dancei até quase na hora de parir.

O bebê

A parte mais legal de estar grávida é sentir a criança crescendo dentro de você a cada dia, ver as imagens estranhas na tela e começar a acreditar que realmente tem uma pessoinha dentro de você, que uma hora vai sair. Eu passei bem uns 4 meses sem a ficha cair, até que a barriga começou a arredondar. Me segurei pra descobrir o sexo do meu filho porque era o primeiro e pra mim não fazia diferença nenhuma, me sentia feliz em simplesmente estar grávida. Mas eu senti que era um menino e acertei. Quando ele começou a mexer eu já devia estar com uns 5 meses, e foi super estranho. A partir daí ele não sossegava mais, e conforme o espaço apertava, mais eu sentia. Eu cantava pra ele, ria alto e fazia carinho na barriga pra desfazer aquele calombo que fica quando a criança se me mexe. Passava um tempão curiosa pra saber quando ele ia querer sair e como seria a carinha dele seria. Mesmo que tenha sido difícil em alguns dias, os problemas que passei e as opções que precisei fazer em benefício dele, alguns incômodos necessários, tudo valeu a pena. Foi uma bela jornada de crescimento pra mim.

[Continua nos próximos episódios]

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