Resenha » Aniquilação (Jeff VanderMeer)

aniquilacao_1404328492bTítulo: Aniquilação (Trilogia Comando Sul #1)
Autor: Jeff VanderMeer
Editora: Intrínseca
Páginas: 200
Classificação:❤❤

Numa realidade alternativa existe um lugar chamado Área X, para onde são mandadas expedições de tempos em tempos, com fins de pesquisa de campo. No entanto, nenhuma dessas expedições teve um final feliz. De morte a retornos inexplicáveis, ninguém pode negar o fato de que a Área X tem efeitos nocivos sobre as pessoas.

Na 12ª expedição o grupo é composto por quatro mulheres: uma bióloga, uma topógrafa, uma antropóloga e uma psicóloga, que também é a líder do grupo. Durante seis meses elas passaram por um treinamento de sobrevivência e outras técnicas, abstraindo tudo, até seus nomes, para chegarem ao local da missão com o mínimo de interferência externa possível.

A história é narrada pela bióloga em um diário que será usado pelo centro de pesquisa como parte catalogação de dados. Nessa diário ela deve registrar, com o máximo de detalhes, as impressões e descobertas, somente sob sua visão e sem influência das outras, que nem ao menos devem saber o conteúdo de seus registros. As coisas começam a mudar quando, logo no começo, elas encontram um edifício semiencoberto, que a bióloga identifica como uma torre, embora as outras considerem um túnel. Durante uma rápida incursão ao local, a bióloga descobre inscrições formadas por fungos nas paredes, contendo uma mensagem bizarra, e é infectada por algum tipo de organismo que modifica por completo sua visão a respeito da missão, do ambiente e das atitudes tomadas pelas suas companheiras de equipe.

Narrado em primeira pessoa, o livro contém tanto os relatos baseados opinião da bióloga, assim como algumas lembranças e comentários pessoais que deixam o livro bastante parcial, mas interessante. Ela não comenta com as outras sobre as coisas que realmente vê na Área X e sente-se cada vez mais impelida a descobrir o que é realmente esse lugar.

Levei bem umas 3 tentativas pra começar a ler de verdade. Só fui começar a gostar lá pra página 42. Nunca pensei que um livro de 200 páginas pudesse ser tão arrastado. E ao mesmo eu não queria parar porque deseja saber onde aquilo tudo ia parar. É como quando você tenta ligar o carro, ele engasga várias vezes, daí pega, mas depois morre de novo. Ou, no sentido inverso, quando você está naquela aula interminável de matemática e do nada, pá! alguém joga uma bomba no vaso sanitário do banheiro mais próximo. Você acha que acabou o arsenal, mas quando o pessoal se acalma, pá! de novo.

Talvez seja uma divergência minha em relação às narrativas em 1ª pessoa, sempre penso como unilaterais demais e carentes de objetividade em alguns aspectos. De qualquer forma, é pra isso que elas servem, pra você acompanhar aquele sujeito específico e sua visão. Não sei dizer se isso acontece também nos livros subsequentes.

Poderia ser um livro bom, mas nem de longe um dos melhores que li esse ano. Muita viagem pra pouca história, acabei ficando com sono durante a maior parte. Embora não seja uma completa perda de tempo, não compensou a leitura. Mesmo assim estou curiosa quanto aos próximos dois, pra ver se explicam mais o que aconteceu, mas não pretendo colocá-los numa lista de desejos imediata.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s