Mamãe&Bebê » O Dia a Dia do Bebê (0-3 meses)

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Eu andei falando de alguns assuntos sérios nas últimas postagens sobre maternidade, então dessa vez optei por algo relativamente mais leve.

Até os 3 meses a maternidade ainda está em fase de testes. Eu sentia que estávamos nos conhecendo mais a cada dia, que eu precisava aprender a interpretar os sinais que indicavam o que ele precisava que eu fizesse. Como já disse anteriormente [aqui] foi uma fase complicada, mas foi se tornando mais fácil a cada dia que passava. Principalmente depois dos primeiros 15 dias, quando eu percebi que ele não ia quebrar, assim, do nada.

Cada dia é uma nova experiência, tudo acontece muito rápido e nem sempre o truque que deu certo no dia anterior vai funcionar no próximo dia. Bastante frustrante. É um exercício de paciência diária, que sem ajuda e uma boa alimentação eu não teria aguentado, porque as forças vão embora mesmo.

O básico é checar a lista de itens da fase do bebê antes de ficar desesperada porque ele não para de chorar. Mamar > ok. Fralda > ok. Sono > ok. Dor > ok. Adicionar novo item > calça-que-agarrou-no-pé-deixando-o-moleque-desconfortável > ok

O meu filho foi uma criança relativamente fácil de se cuidar nos primeiros meses, levando em conta a quantidade de gente que eu vi reclamar que teve “um bebê difícil”. Mas se você estiver planejando um bebê eu não recomendaria tê-lo em Dezembro e Janeiro porque é uma merda pra achar um pediatra, estão todos de férias. Quando cheguei a levar o menino ele já estava com mais de 1 mês e meio, eu acho. Sorte que ele não tinha nada.

It's been a long time. I've been busy looking at these cute little feet. 🐣

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O que me leva as:

Rotinas para Ter um Bebê Saudável que Sofre Apenas dos Males do Recém Nascido Comum

Amamentação – No começo eu tentei regular a amamentação dele de acordo com o que eu pensei que estava certo, mas estava esperando um pouco demais. Duas horas é o tempo certo para bebês muito pequenos, principalmente no calor, já que eu não dava água nem chá pra ele, só peito. Se eu tivesse achado logo um pediatra, ou pedido ajuda, não teria sido desconfortável pro meu filho. Mas percebi isso e depois tirei as dúvidas com a pediatra.

Cólicas – Ele sofreu bastante com as cólicas nos primeiros 2 meses. Principalmente durante a tarde, quando ele dormia menos. Controlar a minha alimentação ajudou bastante, mas também fui obrigada a me render à simeticona. Embora eu não goste de ficar entupindo crianças de remédio desde que nascem, não conseguia ver o bichinho sofrendo. O Pedro deitava ele de barriga pra baixo no braço na posição que ficou conhecida como “oncinha no galho” e ele conseguia finalmente descansar. E teve uma ocasião em que ele só conseguiu dormir deitado na minha barriga.

Sono – A rotina de dormir só duas horinhas de cada vez é muito cansativa pra mãe e o pai, eu fiquei com umas olheiras enormes e ficava zumbizando pela  casa. Da primeira vez que meu filho dormiu 4, 5 horas direto durante a noite eu acordei super assustada, mas ele parecia tão bem que eu resolvi deixar ele assim mesmo e acordar quando quisesse. Então, por volta de quase 2 meses ele passou a dormir bem na parte da madrugada até de manhã, e eu pude descansar direito.

Não deixei meu filho dormindo comigo na cama durante a noite. Sei que muitas mães preferem fazer isso, colocam o filho no meio ou o pai simplesmente sai da cama e vai dormir em outro lugar. Achei mais prático deixa o berço no quarto, sim, já que eu precisava levantar tantas vezes, mas ele dormia lá dentro, ou na cama sozinho durante o dia – o que eu raramente podia fazer por causa dos mosquitos. (Foi uma pena, porque estava muito quente, mas eu preferia ele suando debaixo do mosquiteiro do que com dengue, zika e sei lá mais o quê.)

Eu não acho saudável crianças dormindo na cama com os pais, tanto psicologicamente quanto fisicamente – eu morria de medo de machucar ele. Não acho que amo menos o meu filho só porque ele está ali no berço. Estou prestando atenção do mesmo jeito com minha audição sobre-humana reconhecedora de unhés.

E nós também desenvolvemos uma síndrome super interessante de acordar durante a madrugada ninando o ar… Acordar achando que ele estava na cama e que tínhamos rolado por cima dele… Coisa de quem fica cansado demais.

Banho – Uma coisa interessante sobre ser mãe de primeira viagem é a porra da insegurança. Como eu disse, nascendo em Dezembro meu filho morreu de calor, né. Se eu tivesse seguido meus instintos de mãe-velha-que-manda-usar-um-casaquinho, eu teria colocado maizena na porra da água desde o começo e ele não teria ficado todo cheio de brotoejas! Mas não, eu tive medo, porque a gente não sabe se isso funciona mesmo ou se é crendice. Dependendo do médico que for consultar, ele vai te chamar de doida pra baixo. Só que eu uma hora eu decidi que ia colocar, sim, a colher de amido de milho na água e sejaoquedeosquisé! Deu super certo, protegeu a pele dele e era só renovar isso duas vezes por dia, amém.

Outra coisa é o lance de só passar sabonete uma vez por dia. Criança golfa. Criança caga e mija. Não dá. Ele ia feder praticamente o tempo todo. Passei sabonete, sim. Líquido, porque eu achei melhor. E também coloquei numa saboneteira daquelas de apertar (“pump”) pra facilitar a minha vida e não cair na cabeça dele toda vez que eu apoiava na banheira.

Fraldas – Abençoado seja quem inventou o Chá de Fraldas, porque eu não tenho dinheiro pra comprar Pampers, amém. Meu filho não teve alergia a nenhuma fralda ainda, nem lenço umedecido ou creme pra assaduras. E estamos meio apertados de grana, então fomos comprando cada vez mais barato. Como eu disse, super fácil de lidar esse meu filho, um anjo.

No começo eu ficava com medo de ele ficar com o bumbum assado, uma coisa dolorida demais pra eu permitir, daí trocava fralda com muita frequência. Depois eu percebi que, tirando as fraldas inferiores, você realmente pode deixar elas encherem sem problemas, só tolar a popa do moleque de pomada e pronto. Mas ele  cagava três vezes por dia, pelo menos, e eu tinha que trocar um monte de vezes assim mesmo. Recém nascido usam mesmo 10 fraldas ou mais por dia.

Higiene – Eu mantive o lance do álcool 70% durante dois meses, daí desencanei um pouco porque não dá pra manter a criança numa bolha o tempo todo. A gente separa algumas coisas, lava com mais cuidado, não deixa o gato dormir no berço dele e o resto fica tudo certo.  Eu não saí muito nos primeiros meses e ele não teve contato com tanta gente a ponto de eu precisar ficar preocupada. E como eu já tinha avisado antes de eles nascer que era pra o povo lavar as mãos e não ir lá em casa doente, acho que foi suficiente.

Febre – Meu filho não ficou doente nessa fase, mas vacinas podem deixar a criança com febre e o calor também. Se for baixa dá pra resolver com banho. Se não, pediatras sempre passam um remédio pra esse tipo de eventualidade ou você pode ir ao hospital. Vale lembrar que a gente fica preocupada mas eles aguentam temperaturas altas muito mais do que a gente!

Vacinas – Um bebê que mama no peito tem muito menos chances de ficar doente. Mesmo assim, tem que prestar atenção nas datas das vacinas porque é a segunda coisa mais importante pra saúde, na minha opinião. Não pode dar mole com essas coisas, não. Quando a BCG (aquela que deixa marca no braço direito) estourou foi meio tenso, a primeira vez que ele chorou com lagriminha e tudo. Aí o Pedro colocou a capa de papai-super-herói e deu tudo certo. Depois eu fui lá e dei peito, porque peito cura tudo! haha

Acho que é isso. Não que tenha sido pouca coisa! Mas os bebês são todos diferentes mesmo, essa aqui é só a minha experiência. Espero que tenham gostado.

👶💕

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